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2012-02-01 09:00: Item Title of Your event

CABARET CONFESSO #2 (16.Dezembro)

O "Cabaret Confesso" estreou na MIAU entre amigos e num enorme calor, apesar do frio.
 
Na primeira parte, teatralizámos um manifesto teatral, viajando ao sabor de anti-nexos e provocações, rasgos e conjunções, que o estilo cabaret tão bem proporciona. Dirigi a Inês Garrido neste desafio colaborativo, ao qual se juntaram, em palco, o Rui Dinis e o Tiago Antunes - e, na técnica, o José Coelho.
 
Isso trouxe-nos um "kick" para a fogueira da conversa (sim, que na MIAU ainda não há lareira, mas lenha não nos falta!) e assim se acenderam as labaredas dos nossos intentos:
 
- a Procura dos Mestres (nos que nos são referência (e cada um com as suas); nas bibliotecas (porque já morreram todos); em si mesmo (porque o mestre são os ensinamentos da própria vida); nos mais jovens (porque nós vamos é desaprendendo); no vazio (porque, simplesmente, não há nada nem ninguém)...);
 
o Manifesto Teatral da MIAU (porque estamos à beira da maioridade e começamos a sentir aquela "pressãozinha boa", as "borboletas na barriga" da fonte a brotar: a legitima vontade de Manifestar); e
 
- o Despir a Pele (como disse a mui querida Paula Freitas), tirando todas as camadas, rasgando até à essência estas causas e cousas, sem medos, nem pudor e (porque "falamos verdade a mentir") com o público - ou seja, isto é sobre teatro mais isto também é teatro).
 
Na segunda parte, assistimos à crise existencial da personagem, com o texto "A Porta", de José Sanchis Sinisterra, lido por Rui Dinis (no original Castelhano). Uma delícia muito deliciosa para quem (se) (re)conhece nestes vários "eu's". Seguiram-se outras leituras, de textos borbulhantes no Caldeirão (a Aranha no corpo da Paula, o Mestre na voz do Gil) e a concha veio cheia da boa sopa da conversa.
 
Convocámo-nos, trouxemo-nos inteiros para a mesa, rimos, brincámos, ficámos sérios. Sentimos as urgências, as pausas e os silêncios. O tempo e a dádiva. Alguém disse que para sobreviver é preciso mentir. (e eu acrescento: Que para viver é preciso sonhar). Que a sinceridade é a chave do sucesso. Que à luz das Declarações de Interesse, o bom Cristão é o melhor dos Ateus. Alguém disse, em verdade, que a verdade não existe. Que o real é apenas mundano, somos nós, com as nossas máscaras, a desempenhar os papéis da vida. Já o palco, é toda uma laboriosa convenção pela elevação existencial da humanidade. Que estas conversas assim são boas e fazem falta e nos deixam mais leves por fora e mais ricos por dentro.
 
E o frio foi entrando por baixo da porta... As velas duraram até ao inevitável: aquela porta. Por onde todos saímos... Ou não.
 
Nesta segunda sessão, de dezembro, faremos a justa homenagem ao ator; essa figura maior do Teatro. Desafio, pois, e em particular, os atores, a juntarem-se a nós (e trazerem textos, provocações, musas e motes de conversa).
 
Mais informações e reservas para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou tmv 969393039.
 
 

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